22 de dezembro de 2011

O Risco de Giz Na Parede Do Metrô

O último trem está quase saindo, o subterrâneo se fechará em breve e na estação escura e deserta, agitado em antecipação, eu lhe espero nas sombras. Meus olhos agitados pulam e agarram em tudo que eu possa tocar ou pegar e escondido no fundo do meu bolso, um giz de cera.
Agora, do ventre rochoso do túnel a carruagem segue para encontrar o noivo e abre largamente as portas de bem-vindos, mas hesito, e então me retiro das sombras.
E o trem se foi subitamente em cimas das rodas que silenciosamente fazem som de metal. Seguro meu rosário giz de cera com mais força na mão.
Agora, rapidamente, eu retiro do meu bolso e esmago na parede, logo abaixo da propaganda, um poema feito de uma só palavra. Quatro letras. E meu coração está rindo, gritando, batendo forte. Posso ver o poema através dos trilhos ressoando, pouco iluminado pela luz da saída, as pernas pegam o vôo de partida para espiar o seio da escuridão e ser amamentado pelo noite.

Nenhum comentário: