26 de dezembro de 2011

Os Ponteiros do Tempo

O tempo que conta as horas de glória, ritmadas pela dúvida ou o preço que isso custa de sempre querer algo em troca. A voz que perturba, que brilha na sala cheia de um amor tão grande, tão forte que me deixo levar, que me prende, que carrega a nota.
É o tempo que está sempre contado, seja ganho ou que seja desperdiçado, em risos que correm, em vida que salta. A ausência martela a embriaguez do tempo que chama e daqui a pouco já passaram 15 anos e pega a vida, prende ela e vai embora. E meu amor, tão maltratado, colocado em risco pelos anos, quantos instantes, quantas horas e quantos dias, eu me sirvo das palavrase elas gritam o meu nome.
O relógio pode estar parado,  mesmo com vc, mesmo com paixão, o tempo conta.

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